Diabetes Epidemiologia

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O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) √© considerado uma das grandes epidemias mundiais do s√©culo XXI e problema de sa√ļde p√ļblica, tanto nos pa√≠ses desenvolvidos como em desenvolvimento. As crescentes incid√™ncia e preval√™ncia s√£o atribu√≠das ao envelhecimento populacional e aos avan√ßos no tratamento da doen√ßa, mas, especialmente, ao estilo de vida atual, caracterizado por inatividade f√≠sica e h√°bitos alimentares que predisp√Ķem ao ac√ļmulo de gordura corporal.

No mundo, o n√ļmero de mortes atribu√≠das ao DM est√° em torno de 800 mil; entretanto √© fato bem estabelecido que essa quantidade de √≥bitos √© consideravelmente subestimada.

Frequentemente o DM n√£o √© mencionado na declara√ß√£o de √≥bito pelo fato de serem suas complica√ß√Ķes, particularmente as cardiovasculares e cerebrovasculares, as causas da morte.

E s√£o essas causas que figuram nas estat√≠sticas de mortalidade anuais relacionados √† presen√ßa dessa doen√ßa, com importante contribui√ß√£o de complica√ß√Ķes cardiovasculares.

Isso corresponde a aproximadamente 9% do total mundial de mortes. A maioria desses óbitos é prematura, ocorrendo quando os indivíduos estão contribuindo economicamente para a sociedade (SBD, 2006).

Dados brasileiros mostram que as taxas de mortalidade por DM (por 100 mil habitantes) apresentam acentuado aumento com o progredir da idade, variando de 0,58 para a faixa etária de 0-29 anos até 181,1 para a faixa etária de 60 anos ou mais, ou seja, um gradiente superior a 300 vezes.

Na maioria dos países desenvolvidos, quando se analisa apenas a causa básica do óbito.

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Estudos brasileiros sobre mortalidade por DM, analisando as causas m√ļltiplas de morte, ou seja, quando existe men√ß√£o ao DM na declara√ß√£o de √≥bito, mostram que a taxa de mortalidade por essa enfermidade aumenta at√© 6,4 vezes.

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Hoje existem amplas evid√™ncias sobre a viabilidade da preven√ß√£o, tanto da doen√ßa como de suas complica√ß√Ķes cr√īnicas. O n√ļmero de indiv√≠duos com DM permite avaliar a magnitude do problema e, nesse sentido, estimativas t√™m sido publicadas para diferentes regi√Ķes do mundo, incluindo o Brasil.

Em termos mundiais, 135 milh√Ķes apresentavam a doen√ßa em 1995, 240 milh√Ķes em 2005 e h√° proje√ß√£o para atingir 366 milh√Ķes em 2030, sendo que dois ter√ßos habitar√£o pa√≠ses em desenvolvimento (1,2).

A interpreta√ß√£o dos resultados desses grandes estudos epidemiol√≥gicos mostrou, portanto, que interven√ß√£o intensiva √© mais efetiva quando implementada precocemente no curso cl√≠nico do DM e que se essa busca intensa pelo controle glic√™mico for postergada, o momento para se prevenir as complica√ß√Ķes cr√īnicas do DM pode ser perdido.

O fato do benefício da terapia intensiva em prevenir eventos cardiovasculares se prolongar para depois de finalizada a intervenção, e pelo menos 10 anos após a perda de diferença de glicemia entre os grupos, foi interpretado como benefício do controle metabólico precoce (legacy effect), respaldando o conceito de memória metabólica.

Desta forma, o conhecimento cient√≠fico adquirido por estes estudos aponta que o n√≠vel glic√™mico e a dura√ß√£o do DM s√£o os fatores centrais na g√™nese das complica√ß√Ķes microvasculares e no desenvolvimento de aterosclerose.

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